quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Lita Mortari: desfile


Programa esperto para as lulus da pauliceia na noite dessa quinta-feira (27.08): tem desfile da Lita Mortari, grife de Eliana Penna Moreira, para apresentar a mais nova coleção da grife. Quem já respondeu ao RSVP: Tereza Collor, Helena Lunardelli, Barbara Bicudo, Tatiana Rosatto, Marisa Orth, Paula Mott, Ana Elisa Setúbal...

RG também vai passar por lá e mostra a cena toda na sexta.

Lita Mortari
Rua Bela Cintra, 2195 – Jardins – São Paulo, SP
Tel.: (11) 3064-3021

EUA destinam US$300 mi para veículos com combustível alternativo


WASHINGTON (Reuters) - O Departamento de Energia dos Estados Unidos concederá 300 milhões de dólares a um programa ambiental para limpar as cidades com o objetivo de ajudar as comunidades na compra de veículos com combustíveis alternativos, disseram o vice-presidente, Joe Biden, e o Secretário de Energia, Steven Chu, nesta quarta-feira.

Os fundos provenientes do pacote de estímulo econômico do governo norte-americanos têm como proposta estimular Estados e cidades a reduzirem a dependência de petróleo ajudando-os a pagarem por mais de 9 mil veículos com uso eficiente de energia e movidos a combustíveis alternativos, informou o Departamento de Energia.

Eles também providenciarão cerca de 500 postos de combustíveis e de recarregamento para os veículos, disse o departamento.

O governo estima que o programa de energia poupará aproximadamente 114 milhões de litros de petróleo por ano.

Chu disse que os veículos serão na maioria fabricados nos EUA, incentivando a indústria automobilística norte-americana.

"Ao mudar o modo como dirigimos, na verdade estamos dirigindo a recuperação econômica", afirmou.

Grupos ligados à produção de etanol pediram por um uso maior dos veículos flex, capazes de utilizar misturas especiais de combustíveis com até 85 por cento de etanol e 15 por cento de gasolina.

O presidente Barack Obama disse que gostaria de ver mais carros elétricos nos EUA até 2015.

sábado, 22 de agosto de 2009

Os Mestres da Tesoura

Eles cortam, mas também reescrevem, mudam títulos e personagens. São os editores que, muitas vezes, salvam os textos dos autores

Os Mestres da Tesoura
Eles cortam, mas não fazem só isso. Também reescrevem, mudam títulos, alteram personagens. São os editores que mexem e, muitas vezes, salvam os textos dos autores
Por Mariana Delfini

Pelos corredores da The New Yorker circulava a história de que o Novo Testamento seria um livro muito melhor caso tivesse resultado da colaboração entre Mateus, Marcos, Lucas e Shawn", conta o jornalista e documentarista João Moreira Salles a respeito de um dos editores da famosa revista norte-americana. William Shawn — que, durante sua atuação entre 1952 e 1987, mexeu nos originais de expoentes do jornalismo literário como Lillian Ross, John Hersey e Truman Capote — é um exemplo bem-sucedido da tradição norte-americana de edição. Na imprensa, principalmente em revistas, é sabido e aceito que a mão cuidadosa de um editor é essencial para obter clareza e profundidade nos textos. Mas e na literatura de ficção, em que o trabalho com a linguagem é mais importante do que qualquer outra coisa? Um caso que veio à tona recentemente mostrou como, nos Estados Unidos, os editores de livros são — para o bem e para o mal — tão "intervencionistas" quanto os de revistas e jornais. E essa escola começa a se fazer sentir também no Brasil, onde o êxito de crítica e público de vários escritores se deve, em larga medida, à tesoura e à cola de bons editores.

O caso recente que levantou o debate sobre o assunto foi o lançamento, no Brasil, do livro Iniciantes, de Raymond Carver. A obra é a versão inicial de We Talk about when We Talk about Love (Sobre o que Falamos quando Falamos de Amor), o volume de contos mais famoso do escritor americano, que foi publicado em 1981 nos Estados Unidos. É estarrecedora a diferença entre as duas versões. A última é mais inventiva, mais aguda, mais enxuta e — na visão da maior parte dos críticos — bem melhor do que a versão inicial que chega às livrarias agora. A diferença entre os dois textos é a intervenção de Gordon Lish, editor da Alfred A. Knopf que trabalhou sobre o original de Carver. Por causa do trabalho de Lish, Carver foi aclamado, após o lançamento de We Talk..., como o principal expoente da corrente minimalista americana. Sem Lish, sua coletânea com 17 contos seria provavelmente apenas isto — mais um livro de contos na vastidão da literatura dos Estados Unidos. É só ler Iniciantes e conferir.

Lish fez uso principalmente da tesoura, cortando mais da metade da primeira versão, mas não se limitou a isso. As alterações incluem mudanças de títulos, fragmentação do texto por meio da pontuação, aumento da oralidade e até reformulação dos finais das histórias, que ficaram mais abruptos e lacônicos. A terceira história da coletânea, por exemplo, que levou o título Sr. Coffee e Sr. Fixit, em vez de Cadê Todo Mundo?, sofreu mudança no nome de personagens, perdeu metade das 15 páginas originais e teve o final alterado (leia trechos comparativos na pág. 70). Carver não gostou e dedicou o volume à sua terceira mulher, Tess Gallagher. Ela prometeu a ele que publicaria posteriormente os contos na versão completa. Carver morreu em 1988, e só agora, 21 anos depois, o livro veio à luz.

Poderíamos dizer, então, que Lish foi tão autor quanto Carver? Não. "Em primeiro plano está o trabalho do artista. O editor não teve a ideia, não criou as situações, só apareceu para procurar eventuais problemas", diz Paulo Roberto Pires, escritor, diretor editorial da editora Agir e blogueiro de BRAVO!. Ele compara o trabalho do editor ao do produtor de um disco: "Ele dá a cara do álbum e ajuda a definir melhor a personalidade do artista". William Shawn, citado no começo deste texto e no posfácio de João Moreira Salles para o livro O Segredo de Joe Gould, de Joseph Mitchell, concordaria com a definição. Quando um autor sugeriu que o texto passara a lhe pertencer também, retrucou: "Não, ele pertence a você. Eu apenas o tornei mais seu".

O MELHOR ARTÍFICE
O caso Lish-Carver é um dos mais extremos, mas está longe de ser único. Marcos da literatura já sofreram tesouradas de editores. Para publicar seu primeiro romance, A Náusea (1938), o filósofo francês Jean-Paul Sartre abriu mão de 50 páginas de passagens eróticas, detalhes do passado do protagonista Antoine Roquentin e até de alguns personagens. Ele fez tais modificações — de má vontade, vale dizer — a pedido de seu editor na casa francesa Gallimard. Mas é provável que tenha gostado do resultado — já que, ao contrário de Carver, não guardou o original para o julgamento da posteridade. O poema mais famoso do americano T. S. Eliot, A Terra Desolada (The Waste Land), foi bastante cortado. Algumas páginas de seu manuscrito ganharam um traço de lápis de alto a baixo do também poeta e amigo de Eliot, Ezra Pound. Este ainda ganhou dedicatória com admiração explícita: "A Ezra Pound, il miglior fabbro". A mesma expressão — "o melhor artífice" — foi utilizada por Dante Alighieri, autor da Divina Comédia, para definir seu ídolo, o poeta Arnaut Daniel.

Não faltam casos no Brasil também. Na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano, Milton Hatoum, um dos melhores e mais premiados escritores do país, contou abertamente que recebeu a sugestão de seus editores para tirar a última página de Órfãos do Eldorado (2008), deixando em suspenso a relação entre os personagens Dinaura e Arminto. A observação foi acatada — e não foi a primeira. Para Hatoum, esse trabalho de edição não é apenas normal, mas também importante. "É o momento em que você dá seu texto aos primeiros leitores e sai daquela solidão terrível de três ou quatro anos, de quando você está escrevendo sem saber o que está acontecendo", diz. Um de seus melhores romances, Dois Irmãos, teve a publicação adiada por um ano por causa do narrador, que parecia "inacabado". Seus primeiros leitores — Luiz Schwarcz e Maria Emília Bender, editores, o escritor Raduan Nassar, o crítico Davi Arrigucci Jr. e Ruth Lanna, mulher de Hatoum — apontaram, entre outros detalhes estruturais, que o narrador carecia de mais desenvolvimento.

Com base nessa avaliação, Hatoum acentuou a dúvida sobre a paternidade do menino que conta a história, intensificando assim o drama de sua identidade. Com isso, transformou o status do narrador — que, além de testemunha, virou personagem (leia trechos comparativos na pág. 72). Esse percurso chegou a ser analisado na Universidade de São Paulo, num trabalho de Maria da Luz Pinheiro de Cristo, estudiosa da obra de Hatoum, que examinou os 24 manuscritos originais do livro.

Por sua vez, o título Dois Irmãos foi sugestão de Schwarcz, depois de Hatoum já ter testado nomes como "A Dúvida", "Filhos de Halim" e "Filhos da Matriarca". O rebatismo da obra, aliás, é uma das práticas mais recorrentes entre editores. O já citado A Náusea, caso valesse a opinião de Sartre, poderia se chamar "Panfleto sobre a Contingência", "Melancolia" e "As Aventuras Extraordinárias de Antoine Roquentin". Vidas Secas, de Graciliano Ramos, era "O Mundo Coberto de Penas" antes de Daniel Pereira sugerir o título definitivo. Pereira, que salvou Graciliano de suas penas, era irmão de José Olympio, editor e fundador da editora de mesmo nome, responsável pela primeira edição da obra do autor alagoano.

Existem mudanças radicais, que provocam a reescrita do livro de cabo a rabo. Na primeira versão de Estação Carandiru (1999), o médico Drauzio Varella falava de seus dez anos de atendimento voluntário na Casa de Detenção de São Paulo em terceira pessoa, por meio de um narrador que usava a linguagem dos presos. Ele estava interessado justamente nesse vocabulário e ficou contrariado quando o editor Luiz Schwarcz sugeriu que ele contasse as histórias com a voz do médico, para evitar que o texto ficasse cansativo. Depois de pensar muito, decidiu reescrever o livro. Publicado, Estação Carandiru venceu o Prêmio Jabuti em 2000 na categoria livro do ano de não ficção e vendeu mais de 470 mil exemplares, um dos maiores sucessos do mercado editorial brasileiro nos últimos anos.

Nas letras brasileiras, um caso superlativo como o de Carver — mas de resultado oposto em termos de qualidade — talvez seja a edição de 1925 do escritor Monteiro Lobato para Memórias de um Sargento de Milícias (1852-1853), de Manuel Antônio de Almeida. O criador de Emília e Narizinho cortou 15% do romance, uma das obras-primas do folhetim brasileiro, além de atualizar a linguagem e transformar orações coordenadas em subordinadas. Na abertura, falando a respeito da própria edição, Lobato escreveu que Memórias... não passava de "linda criatura coberta de frangalhos, cara suja, cabelos despenteados, unhas compridas". A edição acabou não vingando. O que mostra que, algumas vezes, autor e leitores dispensam salvadores.

Fonte 1 :Mariana Delfini é jornalista.


O LIVRO
Iniciantes, de Raymond Carver. Tradução de Rubens Figueiredo. Companhia das Letras, 304 págs., R$ 49.

Revolucionários do Olhar

Dois nomes fundamentais na arte do século 20 ganham no Brasil exposições à altura de sua importância. Vemos o mundo de um jeito diferente graças a Matisse e Chagall.
Revolucionários do Olhar
Dois nomes fundamentais na arte do século 20 ganham no Brasil exposições à altura de sua importância. Vemos o mundo de um jeito diferente graças a Matisse e Chagall
Por Gisele Kato


Quem não se lembra das filas enormes em frente ao prédio da Pinacoteca do Estado de São Paulo em junho de 1995? Na época, 183 mil pessoas foram ao museu atrás dos bronzes de Auguste Rodin. O recorde de visitantes, até então inédito para uma exposição no país, entrou para a história das instituições culturais como uma espécie de marco. Rodin provou aos museus que aqui havia um público interessado em arte e assim inaugurou a era das grandes mostras internacionais no país. Ajudados pelas leis de incentivo, os museus trataram de se preparar para eventos desse porte. E hoje pode-se dizer que o Brasil não só está inserido em um circuito de prestígio como também exporta iniciativas. A programação que começa neste mês e vai circular por diferentes cidades reforça nosso lugar no mapa das exposições importantes que rodam o mundo. Em Belo Horizonte, a Casa Fiat de Cultura apresenta O Mundo Mágico de Marc Chagall (o mesmo museu traz, também, uma retrospectiva de Rodin — mais modesta, porém, do que a que esteve no Brasil em 1995). Em outubro, a mostra de Chagall aporta no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Já a Pinacoteca do Estado de São Paulo aposta todas as fichas em Matisse Hoje, a partir de setembro.

As duas exposições foram produzidas especialmente para o Brasil. Com cerca de 300 obras, incluindo séries completas de gravuras fundamentais para a trajetória do pintor russo, a mostra de Chagall, com curadoria de Fábio Magalhães, é a maior exibição dedicada ao artista desde a sala especial na Bienal Internacional de São Paulo, em 1957. Com peças de diferentes coleções, tanto públicas como privadas, a individual resulta de um esforço de negociação só possível agora que o Brasil já construiu uma tradição de grandes mostras. Temos hoje credibilidade junto aos mais importantes museus do mundo, ingrediente essencial na lista de negociações necessárias para chegar a números superlativos como esses.

No Ano da França no Brasil, a exposição de Matisse, um desejo do diretor Marcelo Araújo desde que assumiu a Pinacoteca, já se abre ao público com um status imbatível: trata-se da primeira individual do artista francês no país. Impõe-se, portanto, como a chance de corrigir uma das faltas mais graves no repertório cultural dos brasileiros. Matisse está entre os nomes mais revolucionários da história da arte, e seu legado influencia a produção artística mundial até hoje. Com 80 obras, provenientes de acervos de museus internacionais e colecionadores dos mais respeitados, a exposição também resulta de acordos rigorosos, em uma sequência de combinações que se aproxima de uma verdadeira ação diplomática. Atesta, ainda, a confiança de que o Brasil dispõe atualmente no segmento, já que vem assinada por uma curadora francesa: Emilie Ovaere, ligada ao Museu Matisse, de Le Cateau-Cambrésis. A expectativa de público para a mostra é tão alta que a entrada da Pinacoteca será reformada para melhor acolher as pessoas.

Até o dia dos vernissages propriamente ditos, exposições dessa dimensão exigem esforços que talvez passem despercebidos depois de montadas (veja quadro na pág. anterior). Curadores e produtores precisam negociar com os donos das peças emprestadas desde seu transporte até o seguro contra acidentes e roubo. "Mas esses trâmites são muito mais fáceis hoje do que eram na década de 1980, por exemplo. Hoje temos um corpo técnico muito capacitado e instituições reconhecidas. Fazer mostras assim regularmente facilita ainda a concretização de iniciativas futuras", diz Maria Eugênia Saturni, da produtora Base7 Projetos Culturais, responsável pelas exibições de Chagall e Rodin em Belo Horizonte.

Por detalhes dessa ordem, além do peso dos artistas em questão, claro, dá para dizer com toda a certeza que se inicia neste mês uma temporada de ouro para as artes plásticas no Brasil. Matisse, ao lado de nomes como Pablo Picasso e Marcel Duchamp, sacudiu o universo criativo de forma definitiva. Artistas contemporâneos a ele e as gerações seguintes, de uma forma ou de outra, olharam para o que ele fez. Muitos são seguidores confessos até mesmo atualmente, em pleno século 21. Já Chagall não teve herdeiros — o que não significa, de forma alguma, que seu peso seja menor na história da arte. Ele construiu uma obra tão original e ao mesmo tempo tão antenada com as vanguardas modernas que, aos que vieram depois dele, restou apenas admirar um gênio totalmente sui generis. Em comum, eles dividem uma boa parte da responsabilidade pela percepção que temos hoje — da arte e do mundo.


Fonte: revista bravo

Pessoas

Pessoas povoam o mundo , sem destino sem direção.

domingo, 16 de agosto de 2009

Exposição em São Paulo apresenta os figurinos desenhados pelo estilista Christian Lacroix para teatro, ópera e balé


Apaixonado por teatro desde a meninice, vivida na cidade francesa de Arles, o estilista Christian Lacroix começou a desenhar figurinos para peças, balés e óperas antes mesmo de criar sua grife de alta-costura. Um dos principais responsáveis por injetar cor e extravagância ao segmento mais exclusivo da moda — dominado até meados da década de 1980 por trajes minimalistas —, Lacroix empresta o estilo barroco de suas coleções a figurinos de personagens memoráveis, como a Desdêmona da montagem francesa de Otelo (1995), de Shakespeare, e Fedra, papel-título da clássica tragédia de Racine, levada aos palcos parisienses no mesmo ano.
Como parte dos eventos do Ano da França no Brasil, o Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado (MAB-Faap), em São Paulo, abriga, a partir de 24 de agosto, cerca de cem peças de figurinos teatrais e 80 croquis. Eles compõem a exposição Christian Lacroix — Trajes de Cena, já vista na França e em Cingapura. Sejam para as passarelas ou para o palco, as roupas concebidas por Lacroix carregam elementos básicos para um verdadeiro show de estilo: tons vibrantes, ousadia e brilho na medida exata. Nas páginas que se seguem, três amostras da exposição — Romeu e Julieta, Sherazade e Fedra, as duas últimas ilustradas pelas montagens em que os figurinos foram usados.

BALÉ: SHERAZADE
Quando foi convidado pela coreógrafa francesa Blanca Li para desenhar o figurino do balé Sherazade (2001), Lacroix propôs a ela que esquecessem as peças da célebre montagem de 1910, dirigida pelo russo Serguei Diaghilev. Para a nova versão, pensou em cinco matrizes de cores: branco, vermelho, azul, preto e branco e uma policromática, inspirada nos tons do amanhecer. Calças curtas ou pantalonas, lenços de tafetá e peças com apliques compunham a coleção. À direita, o croqui do figurino da protagonista, que aparece suspensa na cena da montagem (abaixo). À esquerda, é possível ver exemplos do vestuário masculino e feminino, ambos de inspiração árabe.

BALÉ: SHERAZADE
Quando foi convidado pela coreógrafa francesa Blanca Li para desenhar o figurino do balé Sherazade (2001), Lacroix propôs a ela que esquecessem as peças da célebre montagem de 1910, dirigida pelo russo Serguei Diaghilev. Para a nova versão, pensou em cinco matrizes de cores: branco, vermelho, azul, preto e branco e uma policromática, inspirada nos tons do amanhecer. Calças curtas ou pantalonas, lenços de tafetá e peças com apliques compunham a coleção. À direita, o croqui do figurino da protagonista, que aparece suspensa na cena da montagem (abaixo). À esquerda, é possível ver exemplos do vestuário masculino e feminino, ambos de inspiração árabe.

TEATRO: FEDRA
Para o figurino da montagem de Fedra (1995), dirigida por Anne Delbée e apresentada na Comédie-Française, o estilista trabalhou principalmente com tecidos egípcios, tingidos em vários tons. Inspirado no vestuário da Antiguidade grega, Lacroix desenhou modelos que destacam o movimento e o volume das peças, como o vestido da página ao lado (em cores). Na imagem da montagem (à esq., em preto-e-branco) pode-se ver a sobreposição de peças do personagem em cena, outro recurso estilístico amplamente utilizado na composição deste figurino.

ONDE E QUANDO
Christian Lacroix — Trajes de Cena. Museu de Arte Brasileira — Fundação Armando Álvares Penteado (rua Alagoas, 903, Higienópolis, São Paulo, SP, tel. 00++/11/3662-7198). De 24/8 a 1º/11. De 3ª a 6ª, das 10h às 20h. Sáb., dom. e feriados, das 13h às 17h. Grátis.
Fonte:bravonline.abril.

sábado, 15 de agosto de 2009

Aprenda a escolher o sapato ideal para você e saiba o que vai pegar no verão


Hora H: Sapatos existem desde a Idade da Pedra; ainda não sabe escolher? Aprenda


Aprenda a escolher o sapato ideal para você e saiba o que vai pegar no verão
Diferentemente dos sapatos femininos, sapatos para homens não parecem ser um tema que desperte curiosidade, afinal, homens não são loucos por sapatos como as mulheres, certo? Errado. Pelo menos, não foi isso o que mostrou nossa enquete (de 31/07), em que esse tema foi escolhido pela maioria (40%) como assunto para esta coluna.

Calçados existem desde os primórdios da humanidade, mas, na hora de escolher, sempre provocam dúvida. Qual o melhor modelo? O que é mais formal? O que é mais esportivo? O dedo do pé deve bater na ponta? Será que vai "lacear" com o tempo?

Para ajudar na hora de escolher, comprar e conservar esse acessório literalmente básico, Hora H apresenta abaixo um guia de modelos e uma conversa com três experts no assunto, criadores de grandes marcas de calçados masculinos nacionais, que falam sobre suas apostas para a próxima estação.

Hora H dá uma dica. Fique de olho nos mocassins e docksides (como o modelo que aparece acima), que estão de volta com força total e prometem ser o sapato do verão. Mas, para fazer uma boa escolha da próxima vez, só mesmo lendo a coluna...

Em tempo: Os tênis ficaram de fora desta vez porque merecem uma coluna especial só sobre eles. E por falar nisso, não deixe de votar aqui no tema da Hora H de 4 de setembro.
Sapato de couro de 800 a 400 a.C. no Museu Hallstatt, na Áustria

Desde a Idade da Pedra que o homem usa algum tipo de proteção para os pés. Dez mil anos antes de Cristo, os homens pré-históricos deixaram testemunho desse hábito em pinturas nas paredes de cavernas no sul da França e na Espanha. Alguns pesquisadores afirmam que os primeiros sapatos, já com um formato parecido ao que têm hoje, foram manufaturados há mais de 3.200 anos, na Mesopotâmia, região em que atualmente fica o Iraque, feitos de couro macio para que os antigos pudessem percorrer terrenos montanhosos.

Esta é uma herança que continua a ser uma das principais características do calçado: proteção e conforto. A questão estética foi incorporada a partir do século 18, quando a moda se estabeleceu de maneira sistemática e organizada como fenômeno cultural, social e de costume, e quando se estabeleceu mais definitiva a diferença entre o calçado para o trabalho e para o passeio.

Com a Revolução Industrial, vieram as primeiras máquinas para produzir calçados em larga escala, mas foi apenas no século 20 que os sapatos ganharam novos materiais, apesar de o couro ainda se manter como o mais nobre.

PEQUENO GLOSSÁRIO DOS SAPATOS
Cabedal: Parte superior do calçado destinada a cobrir e proteger a parte de cima do pé. Compreende praticamente toda a extensão do sapato, menos a sola. Divide-se em gáspea (parte da frente) e traseiro (parte lateral e de trás do calçado). O cabedal é para o calçado mais ou menos o que a carroceria é para o carro.

Contraforte: Reforço colocado entre o cabedal traseiro e o forro, na região do calcanhar. Se você apalpar com força seu sapato, por trás, vai sentir um semicírculo mais firme que cobre seu calcanhar. Esse é o contraforte.

Couraça: Reforço colocado no bico do sapato e fica escondido sob o material externo do cabedal (couro, lona etc) e o forro.

Gáspea: Parte frontal do cabedal do sapato. Compreende a porção que cobre desde os dedos até o peito do pé (em alguns modelos, é uma peça só com a parte chamada "língua" ou "lingueta").

Solado: Conjunto de peças que formam a parte inferior do calçado e que se interpõem entre o pé e o solo.

Palmilha de montagem: Lâmina feita geralmente à base de celulose ou couro, do mesmo tamanho da planta da forma. Ela é fixada por cima da sola, e sobre ela é montado o cabedal do sapato.

Alma: Peça delgada posicionada longitudinalmente ao centro da palmilha, que serve para dar firmeza no caminhar e sustentar a planta do pé. Pode ser de aço, madeira, arame ou mesmo de plástico.

Palmilha de acabamento: Material (couro, tecido ou plástico) que recobre o sapato internamente, assentado sobre a palmilha de montagem e a alma.

Sola: Parte externa inferior do solado, que está em contato direto com o chão. Dela depende em grande parte a qualidade e performance do calçado.

Salto: Suporte fixado à sola na região do calcanhar e destinado a dar equilíbrio ao calçado.

Entressola: Camada intermediária colocada entre a palmilha de montagem e a sola.

Vira: Tira colada ou costurada em torno do sapato, sobre a beirada da sola (em geral, do mesmo material), como acabamento.

Veja abaixo um diagrama com indicação de partes do sapato:


01- Contraforte
02- Palmilha de Acabamento
03- Forro
04- Lingueta
05- Cadarço
06- Ilhóses
07- Gáspea
08- Biqueira
09- Sola
10- Vira
11- Lateral
12- Salto
13- Traseiro

SISTEMA DE NUMERAÇÃO
A idéia de padronizar a numeração dos calçados veio do rei Eduardo 1º, da Inglaterra, o mesmo que em 1305 decretou que se considerasse como uma polegada a medida de três grãos secos de cevada alinhados.

Os sapateiros passaram a fabricar, pela primeira vez na Europa, sapatos em tamanho padrão, baseando-se nos tais grãos de cevada. Um calçado que medisse, por exemplo, 37 grãos de cevada era conhecido como tamanho 37.

Hoje há diversos sistemas de numeração de sapatos, que podem levar em conta comprimento e mesmo a largura do sapato. Os mais usados, no entanto, são os que seguem abaixo:

Sistema europeu: Usado na França, Itália, Alemanha e na maioria dos países da Europa continental. Para fazer a correspondência com o brasileiro, devem ser somados duas unidades. Um tamanho 40 brasileiro, por exemplo, corresponde a um 42 europeu.

Sistema inglês: É o sistema ocidental mais antigo e se baseia na polegada (2,54 cm) e separado para crianças e adultos. A numeração infantil vai de 0 a 13 e a de adultos de 1 a 13½. Não há um cálculo simples para a conversão de tamanhos para o sistema brasileiro. Um 40 nacional corresponde ao 8 na Grã-Bretanha.

Sistema americano: É um sistema próximo ao inglês. Com relação ao último, basta somar uma unidade para fazer a correspondência. Assim, um 40 brasileiro, que é 8 na Inglaterra, é 9 nos Estados Unidos.

Sistema brasileiro: No Brasil, utiliza-se uma variação do sistema europeu, ambos baseados em cálculos sobre o sistema métrico.

MODELOS CLÁSSICOS DE SAPATOS

Os sapatos masculinos evoluem de forma mais lenta que os femininos. Alguns dos modelos que usamos hoje surgiram no século 17 e sofreram poucas modificações. Isso não quer dizer que eles pararam no tempo. Os corpos do sapato se alongam, as biqueiras vão ganhando formas ora mais arredondados, ora mais quadradas. A tecnologia auxilia para se tornarem mais leves e confortáveis. Ainda assim, a base do design ainda segue as linhas clássicas.
Sapato oxford da marca Cospirato

Principais tipos de calçados masculinos:
O primeiro sapato amarrado com cadarços foi introduzido na Inglaterra em 1640, e logo se tornou popular entre os estudantes da Universidade de Oxford. A partir daí, o estilo e o nome se espalharam. Os sapatos Oxford são caracterizados por serem um modelo fechado em que as perfurações para os cadarços são feitos diretamente no corpo do sapato, e não em abas costuradas sobre a gáspea (porção dianteira do calçado). Atenção, se seu pé for muito alto, na hora de amarrar o sapato, as duas carreiras de orifícios não ficarão paralelas. Isso é sinal de que o sapato não é ideal para você. Se, pelo contrário, seu pé for relativamente baixo, as duas carreiras de furinhos tendem a se sobrepor uma sobre a outra.
Existem muitas variações de modelos deste tipo de sapato, mas seja qual for, eles são os mais formais e ideais para ternos e ocasiões como casamentos, por exemplo.
DERBY
sapato derby da marca Mr. Cat
É parecido em formato com o Oxford, e sua principal diferença é que a parte dos furos para o cadarço está situada em abas laterais costuradas sobre o corpo do sapato. Isto faz com que ele se adapte com mais facilidade a todas alturas do peito do pé. Ele surgiu no século 19 e se tornou muito popular.
Este é menos formal dos sapatos clássicos, é muito versátil e funciona com costume, blazer e calça sem gravata, e também com calças de alfaitaria e camisa. Dependendo do modelo, pode ser usado com jeans.
MONK
Estilo de sapato derivado dos sapatos dos monges (o nome inglês quer dizer "monge" em português) usados desde o século 15, mas sua versão contemporânea surgiu em 1930. É menos formal do que um Oxford e mais do que um Derby. Fácil de reconhecer pela falta de cadarços, que são substituídos por uma fivela metálica colocada na lateral, junto ao peito do pé.
Bom para ternos e combinações como calça de alfaiataria e camisa social.
BROGUE

Brogue não um tipo de sapato, mas é importante saber do que se trata, pois diversos modelos podem levar esse nome como apêndice, que se refere ao perfurado decorativo que alguns sapatos apresentam. Em inglês, dependendo da extensão dos motivos perfurados, fala-se em "brogue", "semi-brogue", ou "full-brogue"
MOCASSIM
Mocassim de Constança Basto
Este é o nome dado pelos índios algonquinos, da fronteira dos Estados Unidos como Canadá, aos seus sapatos de couro costurados a mão com pontos largos ao redor do peito do pé e sobre os dedos. Em versões mais estruturados, são chamados em inglês de "loafer".
Na década de 60, a marca italiana Gucci lançou um modelo com fivela de metal e uma faixa verde e vermelha, que foram copiados no mundo inteiro.
Há uma versão que foi feita para dirigir automóveis chamada "driver" que virou um clássico. É caracterizado pela flexibilidade e solado com gomos que impede que o calçado escorregue em contado com os pedais do carro.
O dockside ou "boat shoes", é um tipo de mocassim que era usado por velejadores e ganhou as ruas nos anos 80. Tem amarração por cadarços e acabamento com fio na lateral que passa por ilhoses.
Seja qual for o tipo de mocassim, lembre-se de que ele é um calçado casual e esportivo que deve ser usado com bermuda e calça jeans. Evite o uso de meias.
LOAFER
Loafer da Side Walk
Inspirado em um modelo usado por noruegueses na década de 30, os americanos criaram os "weejuns" (pronuncia-se "uídjans"), uma corruptela de "Norwegian", um dos tipos de loafers mais comuns. Seu diferencial é uma faixa de couro com um losango vazado na parte que cobre o peito do pé. Se tornou muito popular entre os universitários americanos na década de 50 e por isso foi considerado um dos ícones do estilo college.
Na Europa e nos Estados Unidos é muito comum seu uso com bermudas, mas no Brasil é pouco comum esta combinação. É um sapato casual que vai bem com calça jeans ou de sarja com camisa pólo.
SIDE GORE
Side Gore da marca Democrata
Um modelo derivado do loafer, que vem fazendo muito sucesso nas últimas décadas. A principal característica deste modelo são as bandas largas de elástico nas laterais do calçado, ao lado do peito do pe, que dispensa o emprego de fivela, velcro, zíper ou cadarço.
Há várias versões deste modelo, desde os mais urbanos até as versões de cano médio para o estilo country (em que o elástico é coberto por uma espécie de fole de couro filetado). Dependendo do modelo, como os de couro preto ou marrom, sem adornos e de bico alongado, os "side gore" podem ser usados tanto com calça e blazer como com jeans.
SAPATÊNIS

Este é o mais polêmico dos calçados. Eles surgiram na onda do "casual friday", ou seja, a adoção por parte de algumas empresas da sexta-feira "casual", em que os funcionários podem dispensar terno e gravata. Ele é um tipo híbrido, que se caracteriza por não ser nem tão esportivo quanto um tênis e nem tão formal quanto um sapato. Alheios à crítica especializada de moda que os acha definitivamente cafonas, consumidores fazem deles um sucesso de vendas.Sapatênis Lacoste inspirado no modelo oxford
Este é o mais polêmico dos calçados. Eles surgiram na onda do "casual friday", ou seja, a adoção por parte de algumas empresas da sexta-feira "casual", em que os funcionários podem dispensar terno e gravata. Ele é um tipo híbrido, que se caracteriza por não ser nem tão esportivo quanto um tênis e nem tão formal quanto um sapato. Alheios à crítica especializada de moda que os acha definitivamente cafonas, consumidores fazem deles um sucesso de vendas.

Hoje muitas marcas estão procurando dar uma guinada no design do sapatênis, oferecendo novas versões mais "aceitáveis". Os modelos inspirados nos tradicionais oxford conseguiram os melhores resultados.

PALAVRA DE ESPECIALISTA
A coluna HORA H consultou três experts para dar dicas sobre a escolha e conservação de calçados --Ari Svartsnaider, diretor de estilo da empresa carioca de acessórios Mr. Cat; Julius de Vita Dreyfuss, diretor da tradicional Sapataria Cometa, de São Paulo, e Marcio Boeira, gerente comercial da gaúcha Cospirato.

Todos são unânimes: Sapato tem de ser confortável desde a hora que se experimenta na loja. Nada de comprar sapato apertado esperando que ele vá "lacear", pois, no máximo, ele se adapta à largura do seu pé, nunca ao comprimento.

Para a conservação, esqueça as graxas tradicionais. Elas podem dar um brilho temporário ao couro, mas, a longo prazo, ressecam o material. Para o dia-a-dia, use, no máximo, uma flanela úmida para tirar o pó e, de tempos em tempos, um produto hidratante específico para sapatos. Veja abaixo o que dizem os especialistas.

Hora H: Ao comprar um sapato o que se deve observar?
Svartsnaider: O dedo nunca deve encostar na frente do sapato, pois isso vai ocasionar um desconforto enorme. O ideal é que exista uma distância mais ou menos da largura de um lápis do dedo até a frente do sapato. Sapatos de bico fino e forma mais alongada podem ficar com o bico um pouco levantado. Em outros tipos de sapato, quando o bico levanta, é sinal de que está muito grande. Na Europa, essa forma fina e alongada é considerada mais moderna. No Brasil, não tem boa aceitação.
Boeira: Deve-se observar conforto, qualidade, acabamento do produto e design.

Hora H: Qual a melhor maneira de "lacear" o sapato novo para que ele não machuque o pé?
Svartsnaider: Se você está louco para estrear seu sapato novo, a indicação é que se use ele em casa 1 hora por dia, três vezes em uma semana, isso já deve ser suficiente para sentir o quanto o sapato é confortável.
Boeira: Quanto maior o uso, mais macio o calçado ficará, mas atualmente isso não ocorre mais de forma tão significativa. Há uma busca constante de tecnologias para aperfeiçoar a maciez, o conforto e a qualidade do produto. É no momento da compra que o cliente deve procurar conforto e a maciez necessária para os seus pés.
Dreyfuss: Sapato só "laceia" na largura, nunca no comprimento. Desde que não se compre um sapato apertado, ele vai se moldando ao pé conforme o uso. Caso o sapato esteja muito apertado, existem formas especiais que "laceiam" o sapato, ou ainda amaciantes especiais para o couro que deixam o sapato mais confortável.

Hora H: Quais os cuidados na conservação dos sapatos?
Svartsnaider: Em primeiro lugar, o sapato nunca deve ser usado todos os dias. Aconselha-se usar um dia sim, dois não. O couro deve ser hidratado. Nunca passe graxa, que deteriora as características naturais. Passe um pano seco para tirar o excesso de sujeira da rua. Quando o sapato começar a apresentar desgaste nas áreas de atrito, o indicado é passar uma mousse, um tipo de "hidratante" a base de água, de 15 em 15 dias.
Dreyfuss: Além da limpeza e hidratação, para maior conservação é indicado usar uma forma especial de madeira que absorve a umidade interna do sapato e evita que o couro fique marcado, além de manter um aspecto de novo.
Boeira: Para a limpeza de sapatos de alto padrão deve ser usada apenas uma escova de cerdas flexíveis ou um pano levemente umedecido. Para secar, os sapatos devem ficar à sombra, em local arejado.

Hora H: Quais são as apostas para o verão?
Svartsnaider: Os modelos em destaque são os derby, loafer, e o oxford brogue. Na linha casual, o dockside esta de volta com força total.
Dreyfuss: Na linha de sapato social, houve um retorno dos sapatos estilo oxford e derby, mas com formas e proporções atualizadas, mais alongados e leves.
Boeira: No momento, os sapatos que estão mais em evidência são os drivers, esportivos em estilo mocassim, elaborados com muito conforto para o verão 2010.

*****

Hora H agradece a participação de todos que votaram na enquete da coluna passada e ajudaram a definir o próximo tema (21/08): Perfumes masculinos. Para escolher o assunto da coluna do dia 4 de setembro, vote aqui na enquete Hora H.
Fonte:Ricardo Oliveros é arquiteto e mestre em arquitetura pela Escola de Engenharia de São Carlos/USP. Na Hora H, desistiu da prancheta. Há 15 anos trabalha como jornalista e é consultor de moda.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Moda casual em múltiplas direções e evidências



Não há dúvida que a moda casual é capaz de indicar inúmeros direcionamentos acertados. É preciso entender que a identidade destes tipos de looks necessitam harmonizar elementos oriundos do clássico com o esportivo e o despojado. Esta é a legítima moda que toma conta das ruas. É, sem dúvida, mais real do que qualquer outra, pois é o reflexo do exercício diário das escolhas que todos precisam fazer dentro de possibilidades "limitadas" de cada guarda-roupa. Desta forma, os estilitas que têm o talento de antever a recriação dos momentos cruciais de decisão das pessoas são aqueles que, evidentemente, possuem uma conexão especial com os padrões de comportamento. Na imagem, está a visão de Erin Wasson que exibiu suas criações na última Semana de Moda de Nova Iorque: transparências, lingeries à mostra, listras e grafismos, efeitos rendados, metalizados, estampas de peles de animais, franjas em clima western, um certo ar metal rock e, por vezes, o minimalismo convivem pacificamente.
(Imagem - www.coutorture.com por Astrid Stawiarz - clique para ampliar

Os 40 anos de Woodstock

Nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 1969, apenas um mês depois da famosa aterrissagem da Apollo 11 na Lua, o mundo testemunhou outro passo gigante - o festival Woodstock, assistido por 500 mil pessoas.

Introdução Woodstock

Nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 1969, apenas um mês depois da famosa aterrissagem da Apollo 11 na Lua, o mundo testemunhou outro passo gigante. Dessa vez foi o festival Woodstock, no estado de Nova Iorque. Aproximadamente 500 mil pessoas convergiram para uma pequena cidade para escutar três dias de música. O fato de tantas pessoas virem de tão longe em nome da música nos diz algo sobre a experiência humana daquela época, embora o que é dito não esteja totalmente claro.

Mesmo que provavelmente não tenha participado dele, você deve ter ouvido falar sobre o evento conhecido como Woodstock. Você deve ter ouvido que houve sexo, drogas e rock'n roll, ou talvez que houve problemas com comida, limpeza, estacionamento, trânsito e até com água potável. Você possivelmente ouviu que a música estava fantástica: uma seqüência musical pouco provável de acontecer novamente em qualquer outra área. E tudo isso é verdade. Então, vamos dar uma olhada em exatamente como isso aconteceu.

A primeira coisa que precisamos reconhecer é que 1969 foi o auge da contracultura na América. A contracultura hippie incluía o uso de drogas, protestos antiguerra e anticapitalismo, o conceito de amor livre, o movimento de libertação das mulheres, vida em comunidade e muito mais.
Novo Woodstock

Michael Lang, co-fundador do lendário festival, quer realizar uma nova edição em 2009. Basta conseguir patrocínio para marcar o aniversário de 40 anos do projeto.
Leia mais em VEJA.com

Os Estados Unidos estavam divididos. De um lado estava um grupo de norte-americanos que apoiava o país: adesivos com dizeres "Ame-o ou deixe-o" nos pára-choques e apoio à guerra do Vietnã. Do outro lado estava o grupo de norte-americanos conhecidos como hippies: um termo que se tornou conhecido por volta de 1967.

A segunda coisa a ser reconhecida é que o rock já era um grande fenômeno. Woodstock foi um festival de músicos da contracultura, como Joan Baez, Grateful Dead, The Who, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Crosby, Stills e Nash. Reunir essas bandas e artistas num mesmo lugar transformou o Woodstock num ímã que atraiu pessoas de todo o país.

Curiosidade: Novo Woodstock

Michael Lang, co-fundador do lendário festival, quer realizar uma nova edição em 2009. Basta conseguir patrocínio para marcar o aniversário de 40 anos do projeto.
Leia mais em VEJA.com

Como funciona a gripe suína

Até 1º de agosto houve 2.959 casos de gripe suína com 96 mortes. Os sintomas da doença são os mesmos de uma gripe comum. Como se proteger contra a influenza A H1N1 e o que a torna tão perigosa?
ntrodução de Como funciona a gripe suína

No Brasil, entre 25 de abril e 1º de agosto de 2009, 17.277 casos de pessoas com sintomas de algum tipo de gripe foram registrados pelas secretarias estaduais e municipais de saúde. Do total, 2.959 (17,1%) foram confirmados como influenza A H1N1. Os números colocam o país como um dos que mais tiveram casos de gripe suína confirmados no mundo nesse período, segundo a Organização Mundial da Saúde. E, de acordo com boletim de 12/08 do Ministério da Saúde, o terceiro em número de vítimas fatais: 192, ficando atrás apenas dos EUA (436) e da Argentina (338) [fonte: Ministério sa Saúde]. Do total de mortos no Brasil, 28 eram mulheres grávidas. Gestantes e crianças com menos de 2 anos fazem parte do grupo de alto risco da gripe H1N1. São considerados grupo de risco:

* Gestantes
* Crianças com menos de 2 anos
* Idosos acima de 60 anos
*
* Pessoas com doenças que debilitam o sistema imunológico, como câncer e Aids, ou que tomam medicamentos que debilitam o sistema imunológico
* Pessoas com doenças crônicas preexistentes, como problemas cardíacos, pulmonares, renais e sanguíneos
* Diabéticos, hipertensos e obesos mórbidos

Estudante usa máscara para cobrir boca e nariz e proteger-se contra a gripe suína
© Sean Locke / iStockphoto
Estudante usa máscara para cobrir boca e nariz e proteger-se contra a gripe suína

O que torna essa gripe tão letal?

A doença surgiu no México em abril de 2009, e se alastrou rapidamente para Estados Unidos, Argentina e Canadá. De lá, o vírus causador da gripe voou para a Europa, Ásia e Oceania, aumentando o número de vítimas fatais e se transformando em uma pandemia. Todos os países do mundo iniciaram medidas relativamente rigorosas para evitar que a doença se alastrasse ainda mais. No momento, há muitas perguntas, poucas respostas e dúvidas sobre a magnitude dessa gripe. Será ela mais letal do que a famosa gripe espanhola de 1918? Ou igual à gripe asiática de 1957? Por que suína? Por que houve a gripe aviária? Afinal, por que os seres humanos têm tanto temor de um vírus?

A explicação para a gripe e outras infecções remonta a um passado longínquo para o homem atual. A espécie humana surgiu na África há provavelmente 150 mil a 200 mil anos. Nossos ancestrais viviam da caça, da pesca, da coleta e de carcaças. A vida era difícil porque faltava comida, a dependência das estações era total e ainda havia muitos predadores do homem. Nesse momento da história humana o maior risco era morrer de fome, de sangramento em acidente ou por infecção após ferimentos. Além, claro, por ataques de animais ferozes.

Quando o homem se espalhou pela superfície terrestre, ele passou a conviver cada vez mais com bactérias, fungos, protozoários e helmintos em seu organismo. Alguns desses agentes propiciavam doenças, mas a grande maioria se tornou parte do organismo, como a flora bacteriana intestinal, que tem grande importância na saúde humana.

Óbitos no mundo e no Brasil por gripe suína

Somente depois que o homem começou a revolução agrícola, no período neolítico, é que provavelmente novas doenças começaram a surgir e se mantiveram sempre presentes nos seres humanos. O gado trouxe a varíola e a tuberculose; os porcos e aves, a gripe, e o cavalo, o resfriado comum. Para se disseminar, esses vírus e bactérias precisam de aglomerações maiores do que aquelas do homem que caçava, pescava e coletava alimentos. Por isso, ao mesmo tempo em que no neolítico a fome deixou de ser um grande problema, várias doenças se instalaram, como a gripe.

Populações com grande contato entre si, como aquelas do supercontinente eurasiano foram, geração a geração, tendo contato com várias cepas dos vírus e foram adquirindo imunidade. No entanto, povos com bom desenvolvimento econômico, mas isolados, como aqueles que compunham a civilização inca, foram dizimados pela varíola e pela gripe, ambas trazidas pelos espanhóis no século 16. A história da humanidade é acompanhada por doenças. A peste negra alterou o mapa da Europa e da Ásia no século 19. O exército napoleônico sucumbiu à febre tifóide no século 19.

Por esse motivo, a possibilidade de epidemias periódicas de uma doença, como é o caso da gripe, é sempre grande. A questão é o quão hábeis nós somos em identificar um novo vírus, impedir seu espalhamento, produzir a vacina específica e tratar precocemente aquele que ficar doente.

O processo atual não é culpa de governos, de povos migrantes ou mesmo dos porcos. Aliás, os suínos tiveram importância mínima na cadeia causal dessa epidemia, agora denominada Gripe H1N1.

Na próximas páginas, você vai saber o que é o vírus H1N1, o que o diferencia dos demais vírus de gripe, por que ele é tão perigoso para os seres humanos e como a gripe provocada por ele pode ser identificada. Nossos hospitais estão preparados para lidar com esse tipo de gripe? Continue lendo para saber.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Produtor de "2012" vetou cena de destruição em Meca


Para quem gosta de filmes-catástrofe, ver a própria cidade destruída em um blockbuster de Hollywood pode ser bem divertido. Afinal, ninguém aguenta mais ver Nova York indo pelos ares. Em "2012", que será lançado no fim do ano no Brasil e nos EUA, a estátua do Cristo, no Rio de Janeiro, e a Basílica de São Pedro, no Vaticano, se despedaçam enquanto São Francisco é engolida por um enorme cratera. O filme do diretor Roland Emmerich, o mesmo de "Independence Day" e "O Dia Depois de Amanhã", se inspira em profecias maias que prevêem o fim do mundo no ano de 2012.

Em entrevista ao UOL Cinema, Harald Kloser, produtor e co-roteirista de "2012", disse que não tinha nenhuma predileção por destruir importantes símbolos católicos. "Queríamos retratar um situação em que as orações não pudessem frear os acontecimentos, porque a natureza é mais forte que a religião", disse Kloser.

"No nosso roteiro original, também prevíamos a destruição da Caaba [a construção mais sagrada para os muçulmanos, localizada no pátio da grande mesquita de Meca, na Arábia Saudita]. Mas eu disse para o Roland: ‘Não, eu não quero acabar sendo morto por causa disso'". Segundo Kloser, o filme mostra apenas orações ao redor do local.
Fonte:/uolcinema.blog

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Bem vou ficando por aqui amanhã postarei sobre uma lenda literária:
Sherlock Holmes


Porque cultura é a única coisa que não podem tirar da gente pense nisto boa terça bjossssssss



" informação passa....
Conhecimento fica"

Mini biografia de Leonardo da Vinci



Introdução

Leonardo da Vinci e gênio são sinônimos. Há meio milênio suas realizações nas artes, na engenharia e na ciência são expressões dos ideais humanistas e científicos que moveram a Renascença, momento histórico em que a humanidade despertou das trevas da Idade Média. Naqueles tempos, ninguém representou melhor a opção humana pelo mundo natural em detrimento do sobrenatural do que da Vinci.

Leonardo era movido pela vontade de conhecer. Dotado de um talento inigualável, ele não só produziu obras-primas nas artes, como também construiu projetos arquitetônicos e de engenharia revolucionários e esboçou invenções que estavam séculos à frente de seu tempo. Seus pensamentos abrangiam da astronomia à história natural. Suas realizações incluem a construção de canais e a drenagem de pântanos, a invenção de um método de impressão e de um telescópio. Seus estudos sobre a anatomia do corpo humano levaram-no a desenvolver uma teoria sobre a circulação sanguínea e a descrever com precisão o desenvolvimento dos fetos. Entre seus projetos mais impressionantes está a de uma máquina voadora e de um veículo capaz de mover-se sozinho.

Mona Lisa
Reprodução
"Mona Lisa", de Leonardo da Vinci
Mas foi na arte que a genialidade de da Vinci mais se popularizou. Duas de suas obras-primas, a “Mona Lisa” e a “A última ceia”, encantam multidões do mundo inteiro e inspiram artistas de todas as áreas há cinco séculos. Leonardo produziu obras de artes que fundiram as inovações técnicas renascentistas de composição, proporções ideais e perspectivas. O caráter do artista era tão complexo e misterioso que ele tornou-se uma figura lendária desde a sua juventude. Aliás, mistérios não faltam no legado de da Vinci. A identidade do rosto enigmático da “Mona Lisa” ou os possíveis “códigos secretos” presentes em suas obras são temas constantemente provocadores da imaginação de estudiosos e artistas. Conheça nas próximas páginas mais sobre a vida e a obra de Leonardo da Vinci.

O que foi o Renascimento
O Renascimento ou Renascença é o período histórico na Europa que marca o fim da Idade Média e o nascimento da Idade Moderna. Assim foi chamado porque nele ocorre um “renascimento” do interesse pelas culturas clássicas da Grécia e de Roma antigas. É durante a Renascença que acontecem as grandes navegações com a descoberta e exploração de novos continentes e as revoluções científicas, filosóficas e artísticas que tiveram como destaque os trabalhos de Galileu Galilei, Maquiavel, René Descartes e William Shakespeare, entre outros. Os valores e ideias cultivados pelos principais expoentes do Renascimento procuraram libertar a mente do homem dos dogmas religiosos ortodoxos impostos durante a Idade Média, para que ele pudesse pensar livremente de forma investigativa e crítica, e incentivar novas formas de criação. Essas características ficaram conhecidas como Humanismo. A principal fase da Renascença se estendeu do final do século 14 até meados do século 17. Leonardo da Vinci foi um perfeito representante do “homem da Renascença”, um indivíduo de talentos múltiplos que irradiava saber.

A vida de Leonardo da Vinci
Leonardo da Vinci nasceu em Anchiano, em 15 de abril de 1452. Esse vilarejo era próximo da cidade de Vinci, na província de Florença (região da Toscana, Itália). Ser Piero, seu pai, era um bem-sucedido proprietário de terras e tabelião. Sua mãe era uma camponesa chamada Caterina. Mas, eles não eram casados. Após o nascimento, Leonardo foi criado pelo pai numa fazenda e sua mãe acabou por casar-se com um artesão.Durante a infância, o pai de Leonardo logo percebeu o talento artístico do filho, que chegou a pintar um dragão no escudo de um dos camponeses. Para fazer isso carregou para o quarto todas as estranhas criaturas que encontrou pela fazenda, como lagartos, grilos, serpentes, borboletas, gafanhotos e morcegos. Leonardo foi educado de acordo com os padrões da época, o que incluía aprender a ler e a escrever e aritmética. Somente quando ficou bem mais velho, ele se interessou seriamente pelo latim e pela matemática avançada, aprendendo ambos por conta própria.

Apesar de não haver retratos de Leonardo em sua juventude – seus autorretratos já o mostram em idade avançada – sua beleza tornou-se lendária. Relatos feitos por contemporâneos o mostram como um jovem alto, belo, forte, de longos cabelos loiros e com movimentos de pura graciosidade. Seus biógrafos associam sua perfeição física ao seu poder de encantamento e destacam também seu amor por cavalos e seu hábito de comprar os pássaros engaiolados para devolver-lhes a liberdade. Este último um sinal de sua fascinação pela liberdade de voar, que rendeu diversos esboços de asas e projetos de máquinas voadoras ao longo de sua vida. Sobre suas pretensões, da Vinci declarou que queria realizar milagres.
Aos 15 anos, Leonardo virou aprendiz do artista Andrea del Verrocchio, um típico artesão renascentista. Lá desenvolveu suas habilidades de pintar e de esculpir. Ele passou algum tempo também no ateliê vizinho, do artista Antonio Pollaiuolo. Aos 20 anos de idade Leonardo foi aceito na associação de pintores de Florença e permaneceu trabalhando na região até 1481. No ano seguinte, ele mudou-se para Milão para fazer alguns trabalhos para o duque Ludovico Sforza. Da Vinci viveu durante 17 anos na cidade. Duas de suas magistrais obras-primas foram pintadas nos primeiros anos em Milão: o quadro “A virgem dos rochedos” e o mural “A última ceia”. Mas a provável verdadeira razão da ida de Leonardo para Milão era erigir uma escultura de cinco metros de altura em bronze em homenagem a Francesco Sforza, fundador da dinastia a qual o duque pertencia. Mas a obra não foi concluída. Em função da iminência da guerra contra as tropas francesas, o bronze necessário foi usado na feitura de canhões.

A tomada de Milão pelo exército francês no final de 1499 levou Leonardo a deixar a cidade. Ele passou por Mantua e Veneza e alguns meses depois chegou a Florença, onde foi recebido com honras de filho célebre. Dois anos depois ele virou general-engenheiro das tropas papais sob comando de César Bórgia. Durante dez meses ele enfrentou condições de risco atravessando o território italiano. Nesse percurso, ele esboçou mapas topográficos que criaram os fundamentos da moderna cartografia. É dessa época seu encontro com Maquiavel.
Após a temporada com as tropas papais, Leonardo retornou para Florença, encarregado de um ousado projeto de construir um canal que ligasse a cidade ao mar. A ideia mostrou-se inviável, mas os traçados estabelecidos por ele foram usados para a construção de uma moderna autoestrada séculos depois. Nesse novo período em Florença, além dos trabalhos encomendados a ele, da Vinci dedicou-se intensamente a estudos científicos. Um deles foi o trabalho de dissecação no hospital Santa Maria Nuova que o levou a surpreendentes descobertas sobre o corpo humano. Um dos mais importantes trabalhos artísticos feitos por Leonardo nesse período foi a pintura da “Mona Lisa”.
A admiração pelas obras de da Vinci, apesar de muitas delas não terem sido concluídas, tinha se espalhado. Em 1506, o governador francês em Milão solicitou a presença de Leonardo para a realização de vários projetos arquitetônicos. Assim como em suas estadias em Florença, Leonardo se cercava de jovens aprendizes que vinham de vários lugares para aprenderem com o mestre. Com a expulsão dos franceses de Milão em 1513, da Vinci mudou-se novamente. Desta vez, ele foi para Roma e ficou hospedado com Giuliano de Médici, irmão do papa Leão 10.º. Após três anos em Roma, com 65 anos de idade, ele aceitou o convite do rei Francisco 1.º e partiu para a França. Lá fez pequenos trabalhos de pinturas, um projeto arquitetônico de um palácio e seus jardins e organizou seus escritos científicos. Em 2 de maio de 1519, Leonardo da Vinci morreu na cidade francesa de Cloux. Seus bens artísticos e científicos ficaram para Francesco Melzi, um jovem nobre que era um de seus pupilos.

A arte de Leonardo da Vinci
Apenas 17 pinturas feitas por Leonardo da Vinci sobreviveram aos tempos. Ainda assim algumas delas estão inacabadas. E mesmo com tão poucos trabalhos, da Vinci representou o melhor que a Renascença nos proporcionou em termos artísticos.
Leonardo da Vinci
© istockphoto.com / Michael C.
"Mona Lisa" em estampa de selo coreano
A sua mais famosa obra é o quadro “Mona Lisa”, que está em uma sala especial no Museu do Louvre, em Paris (França), desde 1804. Nas poucas vezes em que saiu oficialmente do Louvre – em 1911, o quadro chegou a ser roubado por um funcionário italiano do museu, mas foi recuperado dois anos depois em Florença –, o quadro atraiu multidões. Sua passagem por Nova York provocou congestionamentos e 1,6 milhão de pessoas foram vê-la numa exposição de sete semanas. Mesmo no impressionante acervo do museu francês, o quadro é a principal atração para os cerca de seis milhões de visitantes anuais que por lá passam.
Pintado entre 1503 e 1506, o quadro também conhecido como “La Gioconda” retrata Lisa del Giocondo, esposa de um mercador florentino. O senso de harmonia presente nessa pintura sintetiza a ideia de da Vinci de uma ligação cósmica entre a humanidade e a natureza. Apesar de basear-se nos modelos simples de retratos, na “Mona Lisa” o artista mostra toda sua genialidade em cada detalhe. Da Vinci faz o uso da perspectiva com todas as linhas convergindo para um único ponto de fuga que fica atrás da cabeça da Mona Lisa. Seus conhecimentos sobre anatomia, obtidos em sua temporada num hospital onde dissecou e estudou mais de trinta cadáveres, aparecem nos exatos traçados do corpo retratado, como nos detalhes das mãos. No quadro, ele consegue criar a sensação de feições tridimensionais a partir do uso de luz e sombra. As formas emergem das sombras e se misturam nelas, sem bordas definidas em função do uso de uma gradação contínua de tonalidades sutis de cores. Outra característica marcante do retrato é o enigmático sorriso no rosto da modelo



Ele é o resultado de músicos e bufões contratados por Leonardo para distrair “La Gioconda” enquanto pousava para o retrato. A “Mona Lisa” foi imediatamente reconhecida como uma obra-prima e por séculos tem influenciado artistas das mais diferentes “escolas”. O quadro tornou-se não só o mais popular como também o mais reproduzido de todos os tempos. Entre as versões modernas estão a de Marcel Duschamp que fez uma Mona Lisa de cavanhaque, em 1919, e os silkscreens de Andy Warhol, de 1963.
No novo milênio, o sucesso do livro e do filme “Código da Vinci” tornou ainda mais evidente e popular uma outra obra do artista: “A última ceia”. Considerada a pintura religiosa mais venerada em cinco séculos, o mural foi feito, segundo da Vinci, para pintar o homem e a intenção de sua alma. O momento em que, segundo o cristianismo, Jesus anuncia que um de seus discípulos iria traí-lo e a reação de cada um foi transformado pela arte de da Vinci em uma das mais impressionantes obras-primas já criadas. Em vez das técnicas tradicionais do afresco, como eram usadas naquele tipo de trabalho, Leonardo optou por uma emulsão de óleo e têmpora. O problema é que a pintura não aderiu bem à alvenaria e ela começou a se desfazer ainda na época do artista. A obra foi restaurada, mas muito pouco da pintura original permaneceu intacta. “A virgem dos rochedos” é uma outra obra-prima do artista. Pintada no período inicial de sua atividade artística, ela traz tons crepusculares e um delicado naturalismo para representar o tema da Virgem ajoelhada diante do Menino Jesus e de São João Batista. A obra que está no Museu do Louvre é considerada, por críticos e estudiosos, de uma perfeição plástica absoluta e uma das mais belas obras de arte do mundo. Mesmo com o quadro coberto por camadas de verniz e após sua transferência de seu painel de madeira original para uma tela, o que impede qualquer limpeza que não lhe cause danos, é possível distinguir sua notável luminosidade. Na análise de Kenneth Clark, as obras de Leonardo trazem um conflito entre sua estética e seu modo científico de abordar a pintura, além de mostrarem sua apaixonada curiosidade pelos segredos da natureza e a fantástica acuidade do seu olhar sobre eles. Segundo Clark, a estética nas obras de da Vinci é profundamente romântica enquanto que seu modo científico, como o manifestado em “A última ceia”, estabeleceu as bases do academicismo que veio a seguir.

A ciência de Leonardo da Vinci
Leonardo da Vinci foi um artista-cientista. Nos cadernos que deixou com esboços e anotações de ideias estão as provas de sua imaginação fértil. Elas abrangiam vários campos das ciências e das artes, como anatomia, engenharia, astronomia, matemática, história natural, música, escultura, arquitetura e pintura. Sua versatilidade lhe fez precursor de várias invenções e descobertas que ocorreriam nos séculos seguintes. Uma das mais impressionantes é seu esboço de uma máquina voadora que serviu de ponto de partida séculos depois para o desenvolvimento do helicóptero. Outra foi o que ficou conhecida como o “automóvel”, um veículo capaz de mover-se sozinho. Para fazer isso, Leonardo esboçou um complicado sistema de engrenagens que acionam molas que funcionam como motor dessa máquina.
Fontes
CLARK, Keneth. Leonardo da Vinci. São Paulo: Ediouro, 2003.
STRICKLAND, Carol. Arte comentada: da pré-história ao pós-moderno. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.
www.britannica.com

domingo, 2 de agosto de 2009


Bem pessoal desejo a todos uma ótima semana minha proxima postagem será sobre Leonardo da Vinci

O mundo vai mesmo acabar em 2012?


Introdução fim do mundo
Existem incontáveis teorias sobre como o mundo vai acabar e como - ou se - a vida na Terra deixará de existir. Na virada do século 21, teorias da conspiração disseram que o Bug do Ano 2000 era apenas uma pequena parte da devastação iminente: O novo século provocaria destruição total, e ninguém sobreviveria. Outros acreditam que a Terra está ameaçada por uma nova era do gelo, que matará todos os seres viventes. De acordo com astrônomos, daqui a bilhões de anos, o sol se tornará um gigante vermelho, expandindo para um tamanho maior que a órbita da Terra e consumindo a Terra no processo. Mesmo se o planeta, de alguma maneira, sobreviver, o sol irá se encolher paulatinamente, tornando-se uma estrela anã branca e esfriando gradualmente até não poder aquecer nada mais no sistema solar.
Seattle embaixo d'água depois que a península de Puget Sound é inundada

Há teorias, ainda, que garantem que o fim do mundo será provocado pela colisão do planeta Terra com o planeta Nibiru, em 2012. Essa última teoria levou à criação do filme "2012", que estréia mundialmente em novembro de 2009.
Mas é um outro filme, lançado em 2006, que fala da previsão do fim do mundo segundo o calendário maia. "Apocalypto", de Mel Gibson, segue a jornada de um homem da escravidão até voltar para sua família. Durante o curso do filme, uma jovem profetiza que um homem será responsável pelo fim dos maias, varrendo sua civilização da face da Terra. No mundo real, alguns teóricos não acreditam que um homem seja o fim dos maias - em vez disso, um evento celestial será a causa. O calendário maia até nos dá uma data para esse evento teórico: 21 de dezembro de 2012.Como os maias desenvolveram um calendário que poderia prever o fim do mundo? Os maias realmente acreditavam que nos restam agora apenas três anos, e se sim, porque seria 21 de dezembro de 2012 o dia do apocalipse? Leia a próxima página para descobrir se o fim está próximo.
A longa contagem até o fim
Os maias têm um sistema complexo de calendários, e cada calendário tem uma proposta diferente. Acredita-se que sejam 20 calendários, embora apenas 15 tenham sido revelados ao público. Os maias mantiveram os outros cinco um segredo dentro de sua cultura.

A Terra pode entrar numa nova era do gelo


Os calendários maias mais comumente conhecidos são:

* Calendário Tzolk'in - Usado principalmente na rotação de colheita, esse calendário permite um período de 260 dias para o preparo da terra e um período de 260 dias para crescer e colher o milho.
* Calendário Haab - Este calendário dura 360 dias, com um período de 5 dias chamado wayeb (dias sem nome). Parecido com o calendário gregoriano que nós usamos atualmente, esse calendário segue o ciclo do sol.
* Ciclo de calendário - Este calendário deu aos maias uma forma de gravar a história em longos períodos. É uma combinação do Tzolk'in e do Haab, e passa por 52 anos. Cinquenta e dois anos era mais do que a média de vida útil dos maias quando o ciclo de calendário foi criado. Contudo, os historiadores maias queriam criar um calendário que pudesse ser usado para gravar a história por séculos. Isso levou ao calendário de Longa Contagem, que incorpora uma era chamada Grande Ciclo, e cuja duração é de aproximadamente 5.125,360 anos. A ideia de que o mundo está próximo do fim vem do calendário de Longa Contagem.
Michel de Nostredame, também conhecido como Nostradamus, foi um médico do século 16 que também tinha um pendor para a escrita. Ele escreveu uma série de profecias, focando principalmente em guerras, desastres e destruição. Usando metáforas e mistério, Nostradamus escreveu essas profecias como quadras, ou versos de quatro linhas. Seus seguidores dizem que ele previu o surgimento de Hitler, o pouso da Apollo na Lua e os ataques de 11 de setembro de 2001. Seus críticos dizem que suas escritas são nada mais do que antigos horóscopos, escritos para contar eventos que vão, sem dúvida, ocorrer recursivamente. Para saber mais sobre Nostradamus e suas profecias,
Em algum momento durante a Inquisição Espanhola, os maias pararam de usar o calendário de longa contagem - pelo menos até onde sabem os espanhóis. A história maia começou a gravar eventos tanto no calendário de longa contagem quanto no gregoriano. Os acadêmicos então compararam as datas em ambos os calendários e confirmaram o início do atual Grande Ciclo como 13 de agosto de 3114 A.C., fazendo com o que o fim do quarto Grande Ciclo fosse 21 de dezembro de 2012. Teóricos acreditam que esse será o dia em que o mundo vai acabar e todos os seres viventes na Terra vão morrer.

Contudo, os próprios maias não acreditavam que o mundo estaria se encaminhando para o fim no final desse ciclo. Na verdade, eles acreditavam ser um momento de grande celebração e sorte quando o planeta passa por todo um Grande Ciclo. Afinal, nós passamos com segurança por três outros Grandes Ciclos, e o mundo ainda está girando.

O que faz este ciclo tão diferente, alguns acreditam, é que ele termina num solstício de inverno (hemisfério norte), ou de verão (hemisfério sul). Neste solstício em particular, o sol estará alinhado com o centro da Via Láctea. Esse evento particular acontece a cada 26 mil anos. Mas essa ocorrência celestial realmente irá acabar com o mundo e matar a todos nós? Provavelmente, não. Muitos acadêmicos vêem essa teoria como extremistas tentando lucrar com os medos alheios.

Então, o que vai acontecer em 21 de dezembro de 2012? É provável que o dia passe sem nenhum evento significativo. As pessoas podem nem mesmo perceber que é o dia do juizo final, embora isso seja improvável, considerando como a imprensa vai tratar o assunto. Nós apenas temos de esperar e ver o que acontece - e, se Deus quiser, poder atualizar este artigo em 22 de dezembro de 2012.

Sites relacionados

* The How and Why of the Mayan End Date
* USA Today

Mais sites interessantes

* X-Facts Research
* Nasa - Ask an astrobiologist
* The myth of Nibiru and the end of the world in 2012
* Armageddon from planet Nibiru in 2012? Not so fast - Discovery Space
* Institute for Human Continuity

O leite com gás da Coca-Cola


Ainda não chegou por aqui, mas não dá para não falar: Coca-Cola acabou de colocar no mercado americano– especificamente em Nova Yorque–, um leite desnatado efervescente! Chamado de Vio “Vibrancy drink”, não precisa ser refrigerado e vem em quatro sabores “naturais”: Very Berry; Peach Mango; Tropical Colada e Citrus Burst (seja lá o que for isso). Lá, custa U$ 2,50 a garrafa. A peça publicitária diz que a bebida é “como uma festa de aniversário para um urso polar”. A-hã. Então, tá
O site tenta vender o negócio como algo saudável: tem cálcio, antioxidantes e vitamica C. E 26 gramas de açúcar por garrafinha de 240 ml… A bebida é parte de uma iniciativa da empresa, chamada Projeto Vida, de desenvolver produtos a base de leite. Se for um sucesso nos EUA, pode ser lançada no resto do mundo. Nós realmente estávamos precisando disso. Muito mesmo.
Tem maluco e gosto para tudo fazer o quê !!!!!!!!!!!!

Fonte:gastrolandia.uol.com

"Consegui uma dobradinha que nem mesmo eu esperava", diz Cielo

Com o ouro no peito, Cielo disse que não esperava conquistar dobradinha no Mundial
Cielo bate recorde do campeonato e vibra com marca que iguala a lenda Alex Popov
Oi estou voltando a postar e nada melhor para começar quer está noticia dos ouros de Cielo
ésar Cielo é o melhor do mundo nas duas provas mais rápidas da natação. A frase parece estranha até para o brasileiro, que acaba de conquistar o ouro nos 50m livre do Mundial de Roma. Há dois dias, ele já tinha vencido os 100m livre no Foro Itálico, em Roma, com direito a recorde mundial.

"Bater na frente é sempre bom. No mundial, quem chega primeiro é o melhor, é provado. Consegui fazer uma dobradinha que não imaginei que fosse conseguir, não", disse o brasileiro, de 22 anos.Desta vez, a conquista veio sem o recorde mundial, o que o deixou surpreso. Mas o detalhe não importou muito. "Estava esperando tempos mais baixos, mas acho que os 100m afetaram toda a série. Ficar com o maiô no doping, esperando a coisa acontecer, acabou machucando um pouco a gente", afirmou Cielo

Com o ouro, ele igualou o russo Alexander Popov, o único a ser campeão olímpico e mundial na sequência, nos 50m livre. "Fiquei sabendo disso há 30 segundos. Mas durante a temporada, a gente tem alguns pensamentos. Fica fazendo série forte atrás de série forte e no meio do treino imagina essas coisas. Mas estar aqui, vivenciando isso, é um sonho de qualquer nadador. Vencer as duas provas mais nobres da natação é uma honra enorme".
Cielo foi campeão da prova mais rápida das piscinas em Pequim-2008 e Roma-2009. Popov alcançou o feito em Barcelona-1992 e Roma-1994.

Rival elogia
Medalhista de prata, o francês Fred Bousquet elogiou o desempenho do brasileiro. "Eu o vi crescendo nesses anos", disse. "Mas acho melhor ver ele batendo na minha frente agora do que no futuro". Os dois treinam em Auburn, lado a lado, sob o comando do australiano Brett Hawke.
"Não foi o melhor tempo, mas ainda assim, estou muito orgulhoso do que fiz nesse mundial. Mas estou feliz de estar no pódio ao lado dos meus amigos Amaury (Leveaux, bronze) e César", completou Bousquet.

Fonte:Uol esporte