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sábado, 2 de maio de 2009

Somewhere Over The Rainbow (traduçaõ) Além do arco iris.





Em algum lugar sobre o arco-íris
Bem alto
Existe uma terra sobre a qual eu ouvi
Uma vez numa canção de ninar
Em algum lugar sobre o arco-írus
Os céus são azuis
E os sonhos que você se atreve a sonhar
Realmente se realizam
Um dia eu farei um pedido a uma estrela
E acordarei onde as nuvens estejam longe
Detrás de mim
Onde os problemas derretam como pastilhas de limão
Longe do topo das chaminés
E lá você me encontrará
Em algum lugar sobre o arco-íris
Pássaros azuis voam
Pássaros voam sobre o arco-íris
Por quê, então, porque eu não posso?
Se felizes passarinhos azuis voam
Além do arco-íris
Por quê, porque eu não posso?

Simplismente linda demais!

sexta-feira, 1 de maio de 2009


Gato Resmungão

Hoje comemoramos o dia do trabalho! Será que temos realmente o que comemorar?

Breve historia.
Comemorado no dia 1º de maio, o Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador é uma data comemorativa usada para celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história. Nessa mesma data, em 1886, ocorreu uma grande manifestação de trabalhadores na cidade americana de Chicago.


O Dia do Trabalho é uma data universal.

Milhares de trabalhadores protestavam contra as condições desumanas de trabalho e a enorme carga horária pela qual eram submetidos (13 horas diárias). A greve paralisou os Estados Unidos. No dia 3 de maio, houve vários confrontos dos manifestantes com a polícia. No dia seguinte, esses confrontos se intensificaram, resultando na morte de diversos manifestantes. As manifestações e os protestos realizados pelos trabalhadores ficaram conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Em 20 de junho de 1889, em Paris, a central sindical chamada Segunda Internacional instituiu o mesmo dia das manifestações como data máxima dos trabalhadores organizados, para assim, lutar pelas 8 horas de trabalho diário. Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de trabalho de 8 horas e proclamou o dia 1° de maio como feriado nacional.

Após a França estabelecer o Dia do Trabalho, a Rússia foi o primeiro país a adotar a data comemorativa, em 1920. No Brasil, a data foi consolidada em 1925 no governo de Rodrigues Alves. Além disso, a partir do governo de Getúlio Vargas, as principais medidas de benefício ao trabalhador passaram a ser anunciadas nesta data. Atualmente, inúmeros países adotam o dia 1° de maio como o Dia do Trabalho, sendo considerado feriado em muitos deles.
Fonte:www.brasilescola.com/Por Tiago Dantas

Novo X-Men revela origens de Wolverine

O público que acompanha a série "X-Men" pelo cinema sabe que Wolverine, também chamado de Logan ou Jimmy, tem o esqueleto revestido de adamantium - inclusive suas garras - e poderes regenerativos, além de um corte de cabelo muito estranho. Mas, só quem conhece o personagem nos quadrinhos sabe sua história.

"X-Men - Origens: Wolverine", que chega aos cinemas de todo país na quinta-feira, dá conta dessa questão. O longa estréia em pouco mais de 500 salas, com cerca de 200 cópias dubladas em português.

Dirigido pelo sul-africano Gavin Hood ("Tsotsi - Infância Roubada", ganhador do Oscar de filme em língua estrangeira, em 2006), a partir de um roteiro de David Benioff ("O Caçador de Pipas") e Skip Woods ("A Senha: Swordfish"), "X-Men - Origens: Wolverine" deixa de lado o que havia de mais cerebral nos dois primeiros filmes da série (2000 e 2003) para apostar pesado nas cenas de luta.

Assim, o complexo subtexto da franquia sobre seres mutantes buscando espaço num mundo preconceituoso que privilegia cada vez mais a chamada "normalidade" é inexistente nesse novo filme. Aqui, como o título anuncia, conheceremos o passado do X-Men mais famoso, interpretado novamente por Hugh Jackman ("Austrália").

Nascido James Howlett, no Canadá do século 19, e depois chamado de Logan (o filme não explica a mudança de nome) e finalmente Wolverine (por causa de uma lenda envolvendo esse animal, semelhante a um pequeno urso), o personagem tem estranhos poderes, vive um conflito emocional e mantém uma relação turbulenta com o irmão mais velho, Victor Creed (Liev Schreiber, de "A Profecia"). Ele também é mutante, com agilidade e garras afiadas.
Num primeiro momento, a relação é amigável e, lado a lado, eles lutam em diversas guerras, embora Logan não concorde com as reações violentas do irmão. Mais tarde, os dois são procurados pelo coronel Stryker (Danny Huston, de "Filhos da Esperança"), que está montando uma unidade composta por mutantes conhecida como Equipe X.
Uma série de desentendimentos leva à dissolução do esquadrão. Alguns anos mais tarde, o personagem está casado com Kayla (Lynn Collins, de "A Casa do Lago"), e vive numa região isolada. Uma tragédia, no entanto, fará Logan aceitar uma arriscada proposta de Stryker: ter o corpo todo revestido de adamantium para se tornar indestrutível. Se em "X-Men - O Filme", o primeiro da série, Wolverine não possuía memória e não se lembrava do passado, aqui tudo encontra explicação, em "X-Men - Origens: Wolverine", o diretor Hood não abre mãos dos mesmos maneirismos que transformaram seu "Tsotsi - Infância Roubada" em algo tão problemático, como música incessante e excessos visuais, como cortes e fotografia rebuscada, mas nada disso contribui para tornar a história de um dos X-Men mais famosos em algo memorável. "Você não é um animal", uma personagem lembra Wolverine a todo momento. Realmente, ele não é. Na trilogia original, os mutantes, por mais estranhos que fossem, possuíam algo de humano em sua essência. Aqui, no entanto, embora o protagonista tente controlar seus instintos animais, a forma como ele é retratado o priva da humanidade que ele tanto procura.
Para quem gosta do estilo uma boa pedida para o feriadão.
Fonte:do Cineweb/Por Alysson Oliveira

Há 15 anos, Brasil chorava morte do mitológico Senna


Manhã de 1º de maio de 1994. Como mandava o protocolo de milhares de brasileiros, era hora de esperar o almoço dominical tendo como aperitivo mais uma vitória de um piloto brasileiro. O ritual foi aprendido após as conquistas de Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet e foi sacralizado com a era Senna.

1994: UM ANO PARA ESQUECER
Pisco del Gaiso/Folha Imagem
Senna ganha carona após rodar e abandonar o GP Brasil-1994
Reuters
Em Ímola, piloto tem barra de direção quebrada na Tamburello
AFP
Destroços do carro da Williams após a colisão de Senna na 7ª volta
A TRAJETÓRIA DE SENNA EM FOTOS
BRASIL PERDE ATÉ DE ALONSO
Naquele dia, o maior ídolo voltava com força. Embora os dois últimos anos tivessem sido sofridos e com conquistas escassas, Ayrton Senna acenava com uma temporada gloriosa. O tricampeão mundial estava na toda-poderosa Williams. As corridas no Brasil e em Aida, no Japão, foram decepcionantes. Mas agora era a hora de vencer novamente.

Nove horas da manhã. Quem gostava de F-1 e de Senna, já estava em frente à TV naquela manhã, um feriado desperdiçado, caindo em pleno domingo, mas que teria como possível compensação a vitória de Senna e a volta do hino brasileiro. Só era preciso esperar uma hora e meia, para que Senna levasse seu carro da primeira à última volta do GP de San Marino.O grave acidente que feriu Rubens Barrichello e a batida fatal de Roland Ratzenberger nos dias precedentes podiam estar em mente, mas Senna parecia inatingível.

A largada foi conturbada. Batida e largada suspensa. Senna seguia na ponta, era o que importava. Com o safety car na pista, Schumacher colado na traseira da Williams do brasileiro. Senna ainda liderava. Que orgulho, um brasileiro em primeiro lugar. A seleção não vencia uma Copa do Mundo havia 24 anos: a F-1 era a única esperança.

Nove horas e doze minutos, horário de Brasília. O carro do brasileiro escapa e bate com força no muro ao lado da área de escape da curva Tamburello. O piloto, que tinha virado nome de curva (o "S" do Senna, em Interlagos), morreria em outra curva, Tamburello, que tragicamente entraria para o vocabulário popular.

Segundos depois, Senna mexe a cabeça uma vez e outra, mas não se levanta. As imagens de TV mostram uma mancha de sangue. As ambulâncias e o atendimento demoram a chegar ao local e logo cobrem com um pano a cabeça de Senna.

Nove horas e trinta e três minutos. O piloto é levado de helicóptero. O acidente foi gravíssimo, era a certeza de todos. A corrida, que seguia, virou secundária. A notícia do estado de saúde era o que interessava. O almoço seria de apreensão, enquanto a TV falava de termos médicos: concussão, traqueostomia, ventilação artificial, afundamento do frontal, ruptura da artéria temporal, traumatismo craniano, choque hemorrágico, coma profundo.

A DESPEDIDA DO ÍDOLO
Arquivo/Folha Imagem
Corpo de Senna chegou ao Brasil em 5 de maio e multidão foi às ruas
Arquivo/Folha Imagem
Mais de 300 mil pessoas viram o corjeto até a Assembleia Legislativa
SENNA NA TOLEMAN E NA LOTUS
ERA DE OURO COM TRI NA McLAREN
DIVÓRCIO COM McLAREN E O FIM
A prova continuava, e Senna estava no Hospital Maggiore, de Bolonha. Schumacher vencera, mas não comemorara. Começam as especulações. Se Senna vivesse, ficaria para sempre em uma cadeira de rodas? Ele vai viver, mas vai nos deixar sem as vitórias. Tudo bem, mas ele vai viver. Vai ensinar alguém a correr como ele. E se ele ficar inconsciente para sempre, em eterno coma? Não havia tempo para se elaborar hipóteses. Era pouco mais de 13h quando a TV despejava mais um termo: morte cerebral. O Brasil terminou de almoçar, em silêncio. Uma hora mais tarde, os médicos do hospital italiano deram a notícia. "Morreu Ayrton Senna da Silva".

A rodada do futebol, segunda parte do roteiro-padrão dominical, mostraria os primeiros sinais de comoção coletiva do povo. Palmeiras x São Paulo, Flamengo x Vasco, Atlético-MG x Cruzeiro, Sport x Santa Cruz: todos jogaram ao som de "olê, olê, olê, olâ, Senna, Senna". O presidente Itamar Franco decreta, ainda no domingo, três dias de luto oficial.

O corpo deixa a Itália apenas no fim da tarde de quarta-feira, em caixão fechado. Quinta-feira, cinco horas da manhã, o MD-11 da Varig, que fez o vôo RG723, chega a Guarulhos. O Brasil recebe o corpo do herói com todas as formas de honrá-lo possíveis. Soldados da polícia da aeronáutica carregam o esquife do avião até o solo brasileiro. O corpo é depois transportado por cadetes da Escola da Polícia Militar até o carro de bombeiros que o levaria à Assembléia Legislativa, no bairro paulistano do Ibirapuera.

ADEUS NO CEMITÉRIO MORUMBY
Arquivo/Folha Imagem
Caixão com o corpo do piloto chega para o velório em São Paulo
Arquivo/Folha Imagem
Pilotos, ex-pilotos e dirigentes da F-1 levam o caixão até o túmulo
EXPOSIÇÃO EM SP PARA O PILOTO
APÓS SENNA, F-1 FICA SEM MORTES
O cortejo, de pouco mais de 30 quilômetros, é acompanhado por cerca de 300 mil pessoas nas ruas de São Paulo, e transmitido pela televisão. Na Assembléia Legislativa, o velório têm sessões para a família e amigos pessoais, para pilotos e celebridades e, a mais movimentada, para o povo. Com uma fila de quase oito quilômetros, cerca de 200 mil pessoas prestaram homenagem ao piloto.

O caixão, coberto com a bandeira do Brasil e o capacete de Senna, deixaria o velório na sexta-feira, depois de ser visitado por pilotos, ex-pilotos e dirigentes como Emerson Fittipaldi, Gerhard Berger, Frank Williams, Ron Dennis, Rubens Barrichello, Roberto Pupo Moreno, Jackie Stewart, Johnny Herbert, Michele Alboreto, Damon Hill, entre outros, além de celebridades, como as ex-namoradas Adriane Galisteu e Xuxa Meneghel, a apresentadora Hebe Camargo, o radialista Osmar Santos e os políticos no poder na época: o prefeito Paulo Maluf, o governador Luis Antônio Fleury e o presidente Itamar Franco.

Depois das salvas de tiros de fuzil e canhão, o corpo de Senna foi levado novamente em um carro de bombeiros para o Cemitério do Morumbi. Os colegas pilotos ajudaram a carregar o caixão para a sepultura. Pouco antes das 13h, Senna era enterrado, não antes da última homenagem: a Esquadrilha da Fumaça desenhava, num céu azul de São Paulo, um coração com o "S" de Senna. O local de sepultura, em meio a um gramado, vira local de peregrinação e culto de brasileiros e estrangeiros que veneram o piloto.
Fonte:Uol esporte por Leopoldo Godoy*

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Linhagem de heróis...nei tudo esta perdido...


Philippe Pierre Jacques-Yves Arnault Cousteau Jr., ou Philippe Cousteau Jr., tem um grande nome a zelar. Ele é neto de Jacques Cousteau, o francês que inventou o aqualung nos anos 1940 e, a bordo do navio oceanográfico Calypso, popularizou as imagens do mundo submarino por meio de dezenas de documentários rodados entre os anos 1950 e 1980. Quem filmava as aventuras de Jacques Cousteau era o seu filho caçula, Philippe, o pai de Philippe Jr. Mas Philippe Jr. não conheceu seu pai. Ele ainda estava na barriga da mãe, quando, em 1979, seu pai morreu num acidente de barco em Portugal. As imagens que Philippe Jr. tem do pai são as do explorador do Calypso. Agora com 29 anos, Philippe Jr. reivindica para si a tradição familiar. É a sua vez de explorar o mundo submarino e mostrá-lo ao mundo em documentários. É o caso da série Oceanos, da BBC.


O que? Novo programa que da seguimento a saga Jacques Cousteau
Quando? estreia nesta quarta-feira (22), às 21 horas
Onde? Canal a cabo Animal Planet

Fonte: Revista Época on line

Reino Unido lança programa para pesquisar acidificação do oceano

O governo do Reino Unido lançou um programa de pesquisa de £11 milhões (R$ 35,8 milhões) para investigar o aumento dos níveis de acidificação do oceano.

BBC
O CO2 é absorvido pela água e muda a composição química do oceano
ASSISTA À REPORTAGEM
(*desative o bloqueador de pop-up)
Segundo pesquisadores, o oceano está ficando mais ácido por causa das altas emissões de gás carbônico na atmosfera.

O CO2 é absorvido pela água e muda a composição química do oceano.

O estudo terá como foco os oceanos Atlântico, Antártico e Ártico, e investigará o impacto dessa mudança nos ecosistemas marinhos.


Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Doença rara impede menina de 8 anos em SC de se expor ao Sol

A pequena Sara do Nascimento, de oito anos, geralmente acorda por volta das 10h, mas não pode abrir as cortinas do quarto. Feitas com um tecido especial chamado blecaute, elas escondem as estreitas janelas (com cerca de 15 cm de largura) e bloqueiam a entrada de raios solares no ambiente. Depois de tomar o café da manhã, Sara inicia um ritual pouco comum entre as crianças da sua idade: fica completamente sem roupa para que sua mãe, Rosana Sbaraini Amâncio do Nascimento, 31, espalhe o bloqueador solar fator 60 por todo o seu corpo e observe detalhadamente sua pele em busca de uma nova pinta ou lesão. Em seguida, a menina veste roupas confeccionadas sob medida com tecidos especiais que a protegem contra a luz ultravioleta emitida pelos raios solares e presente nas lâmpadas comuns. Só então ela pode ir para o quarto de brinquedos --igualmente protegido da luz-- para brincar com a irmã mais nova, Maria, de três anos.

Sara Nascimento, 8, brinca com bola de sabão na escola, em Joinville (SC); roupas especiais protegem pele da garota
Sara sofre de uma doença rara chamada xeroderma pigmentoso. A doença é genética e provoca extrema sensibilidade à luz solar --o que aumenta em mil vezes o risco de ela desenvolver um tumor de pele. É por isso que Sara é obrigada a se proteger com bloqueador, chapéu, óculos de Sol, luvas e roupas compridas mesmo em casa.

O diagnóstico foi feito quando Sara tinha 11 meses. A mãe achava estranho o fato de os olhos da menina estarem constantemente lacrimejando e, além disso, várias pintas tinham aparecido no corpo. Um dermatologista disse à família que a menina tinha sensibilidade à luz e não deveria se expor em hipótese alguma ao Sol. Um segundo profissional foi procurado e confirmou o diagnóstico.

"Quando ouvimos o diagnóstico, perdemos o chão, mas não a vontade de lutar por ela. A primeira providência que tomamos foi adaptar nossa casa. Diminuímos as janelas, compramos cortinas especiais e forramos o teto com caixinhas de leite, que impedem que o calor entre", explica o soldador Tarcísio do Nascimento, 31, pai de Sara.

Além disso, a família conquistou na Justiça o direito de receber gratuitamente da prefeitura de Joinville (SC), onde mora, as roupas especiais, os remédios e o bloqueador solar.

Aluna exemplar

Para proporcionar mais conforto e segurança para a menina, as salas de aula da Escola Municipal Professora Eladir Skibinski foram adaptadas e também receberam cortinas blecaute para impedir a entrada do Sol e ar condicionado --já que as janelas ficam fechadas.

Aluna do terceiro ano do ensino fundamental, Sara só tira notas altas e não tem atraso neurológico --uma das possíveis consequências da doença. "Ela ama ir à escola. É o local onde mais se diverte. Ela é uma menina feliz, se ama do jeito que é, não reclama de nada, simplesmente vive", diz a mãe.

Gene recessivo

O xeroderma é uma doença hereditária recessiva provocada por um defeito em pelo menos um entre nove genes conhecidos. O corpo humano tem cerca de 25 mil genes.

Esses genes produzem proteínas que têm a função de detectar e consertar as alterações na estrutura do DNA causadas pelos raios ultravioleta, após reiteradas exposições ao Sol.

No caso de Sara, esses genes são defeituosos e, portanto, as células alteradas pela luz não são corrigidas e podem se dividir e formar um câncer de pele. Desde a descoberta da doença, Sara já fez cinco cirurgias para tirar 20 lesões suspeitas, nenhuma maligna.

"As roupas e o bloqueador a protegem contra cerca de 98% da radiação solar. Os outros 2% se acumulam no organismo", diz Salmo Raskin, médico de Sara e presidente da Sociedade Brasileira de Genética Clínica. Por ser uma doença recessiva, o xeroderma é mais comum entre nascidos de casamentos consanguíneos --em que o risco de duas pessoas terem o mesmo erro genético é maior. Os pais de Sara são primos; seis dos oito tios dos pais da menina são casados com primos e os avós também são primos. Mesmo com tantos casamentos entre membros da família, esta é a primeira vez que a doença se manifesta --ao menos nas gerações mais recentes. E, apesar de saber que um outro filho teria 25% de risco de apresentar a doença, o casal decidiu ter outra filha --Maria não tem xeroderma, mas sofre de epilepsia e atraso mental. "A decisão de ter outro filho foi consciente e planejada. Não queríamos que a Sara vivesse para sempre sozinha, trancada em uma casa escura e convivendo apenas com adultos. O xeroderma praticamente tirou o nosso direito de ir e vir, mas não poderíamos deixá-lo tirar o nosso sonho de ter outro filho. A Sara e a Maria se completam", diz Rosana, emocionada.
Fonte: Folha de S.Paulo por FERNANDA BASSETTE

Europeus detectam objeto mais antigo do Universo

Astrônomos europeus anunciaram nesta terça-feira (28) a detecção do objeto mais distante do Universo: uma explosão de raios gama ocorrida há 13,1 bilhões de anos --apenas 600 milhões de anos após o Big Bang.

O satélite Swift, da Nasa, detectou na última quinta-feira uma extraordinária liberação de energia na constelação de Leão. A distância do evento foi confirmada pelo telescópio VLT, do ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile.


Efe
Explosão ocorreu 600 milhões de anos depois do Big Bang
As explosões cósmicas de raios gama são os eventos mais energéticos do Universo. A estrela que explodiu, virando um buraco negro, emitiu em 10 segundos mais energia do que o Sol produzirá em seus 10 bilhões de anos de vida.

"É espetacular. Esse anúncio confirma que as explosões de raios gama são fenômenos extraordinários", diz o físico Carlos Escobar, da Unicamp.

A importância de detecções do tipo é saber com mais exatidão quando os interruptores do Universo foram ligados.

O Big Bang ocorreu há 13,7 bilhões de anos. Mas, na infância do Universo, tudo era escuro. Não havia corpos celestes emitindo nenhum tipo de luz.

Com a passagem de alguns milhões de anos, a gravidade começou a compactar a matéria gasosa. O processo formou as primeiras estrelas.

Até hoje, o evento explosivo mais antigo detectado havia ocorrido 740 milhões de anos após o Big Bang. Agora já se sabe que antes disso já havia estrelas e galáxias formadas.

Fonte:da Folha de S.Paulo por EDUARDO GERAQUE

Agora é a vez da gripe suina! o que esta acontecendo com a saúde mundial?




OMS diz que surto de gripe suína se aproxima do nível 5 e indica pandemia
A OMS (Organização Mundial de Saúde) informou nesta quarta-feira que o desenvolvimento da epidemia de gripe suína --que já atinge 11 países-- coloca a agência mais perto de decretar o alerta de nível 5, em uma escala que vai de 1 a 6. O nível cinco indica que uma pandemia --uma epidemia que afeta vários países simultaneamente-- é iminente e não pode ser evitada.

"Estamos nos aproximando da fase cinco, mas ainda não chegamos", disse Keiji Fukuda, secretário-geral adjunto da OMS, em Genebra (Suíça). "Esse passo é muito significativo, e temos de estar absolutamente seguros de que haja uma transmissão sustentada do vírus em ao menos dois países."

Mais cedo, a ministra de Saúde da Espanha, Trinidad Jimenez, afirmou que uma das dez pessoas infectadas com gripe suína no país não esteve recentemente no México. O anúncio pode indicar que a doença respiratória está sendo transmitida de espanhol para espanhol, o que caracterizaria um novo foco de epidemia, além do México.

Perguntas e respostas sobre a gripe suína
O que é a gripe suína?

É uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é diferente do H1N1 totalmente humano que circula nos últimos anos, por conter material genético dos vírus humanos, de aves e suínos, incluindo elementos de vírus suínos da Europa e da Ásia.

A gripe tem cura?

Tem tratamento.

Como é transmitido o vírus?

Em casos registrados nos últimos anos, a doença foi contraída por pessoas que tiveram contatos com criações de porcos, mas não há registro de que o mesmo tenha acontecido no atual surto. Ela está sendo da mesma forma que a gripe comum: por via aérea, de pessoa para pessoa, por meio de espirros e tosse.

Quais são os sintomas?

Os sintomas em humanos são parecidos com os da gripe comum e incluem febre acima de 38°C, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com a gripe suína também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta e náusea.

Infecção de gripe suína é comum em humanos?

No passado, os Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) registraram 12 casos de infecção humana pelo vírus da gripe suína, todo em pessoas que tiveram contato com porcos. Nesses casos, não houve evidência de transmissão entre humanos.

Pode-se contrair a doença comendo carne de porco?

Não. Os vírus da gripe suína não são transmitidos pela comida. O governo mexicano e a OMS (Organização Mundial de Saúde) descartaram qualquer risco de infecção por ingestão de carne de porco. De acordo com o CDC, a temperatura de cozimento (71ºC) destrói os vírus e as bactérias.

Como devo agir se estiver com os sintomas?

Não houve detecção da nova gripe no Brasil até o momento. Portanto, quem tiver sintomas de gripe pode tomar remédios sintomáticos e procurar um médico, caso os sintomas persistam, para tomar um antiviral. Mais informações: www.saude.gov.br

E quem chegou de viagem?

Se a pessoa esteve nos últimos dez dias em países onde houve casos, como o México, e apresenta sintomas. pode procurar um médico e realizar o exame para identificar o tipo de gripe. Deve-se evitar locais com presença de muitas pessoas enquanto não sai o resultado.

Qual a diferença entre a gripe suína e a gripe comum?

A gripe suína é caracterizada pelos sintomas da gripe comum, mas pode causar vômitos e diarreia mais graves. A gripe comum mata entre 250 mil e 500 mil pessoas a cada ano, principalmente entre a população mais velha. A maioria das pessoas morre de pneumonia, e a gripe pode matar por razões que ninguém entende. Também pode piorar infecções por bactérias. A maioria dos mortos da gripe suína tinha entre 25 e 45 anos.

Como a infecção de humanos com gripe suína pode ser diagnosticada?

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Entretanto, algumas pessoas, principalmente crianças, podem espalhar o vírus por dez dias ou mais.

Existe vacina contra esta doença?

As vacinas normais contra a gripe são alteradas todos os anos para incluir imunização contra novas variedades de vírus. Segundo as autoridades mexicanas, que citam a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina existente para humanos é para uma cepa anterior ao vírus, com o qual não é tão eficaz. Mas como os casos confirmados de mortes atingiram adultos, é possível que as pessoas mais vulneráveis --crianças e idosos--tenham se beneficiado por serem alvo de vacinação mais regularmente que os adultos jovens.

A vacina contra a gripe comum tem eficácia contra a gripe suína?

Não se sabe. Pode haver uma prevenção, ainda que parcial, se considerado o fato de que os casos no México ocorreram principalmente com adultos jovens. Lá, crianças de até 3 anos e adultos com mais de 50 vacinam-se rotineiramente contra a gripe humana.

Existe algum remédio eficaz contra a doença?

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC.

Por que a OMS está em estado de alerta?

Porque há casos humanos associados a um vírus de gripe animal, mas também pela extensão geográfica dos diferentes focos, assim como pela idade não habitual dos grupos afetados. A gripe suína representa o maior risco de uma pandemia em larga escala desde que a gripe aviária que ressurgiu em 2003.

Trata-se de um novo tipo de gripe suína?

Assim como no ser humano, os vírus da gripe sofrem mutação contínua no porco, um animal que possui, nas vias respiratórias, receptores sensíveis aos vírus da influenza suína, humana e aviária. Os porcos tornam-se incubadoras que favorecem o aparecimento de novos vírus gripais, através de combinações genéticas, em caso de contaminações simultâneas. Esses tipos de vírus híbridos podem provocar o aparecimento de um novo vírus da gripe, tão virulento como o da gripe aviária e tão transmissível como a gripe humana.

O vírus é transmitido como o de uma gripe comum, de pessoa para pessoa, e até agora as autoridades de saúde registraram que os antigripais Relenza e Tamiflu são eficientes contra a infecção. Embora tenha tido origem provável em porcos, não há risco de contrair a doença pela ingestão de carne de porco, porque a temperatura de cozimento (acima de 70ºC) mata o vírus.

Os sintomas em humanos são parecidos com os da gripe comum e incluem febre acima de 39°C, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com a gripe suína também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta, náusea.